{"id":1647,"date":"2023-09-28T10:55:39","date_gmt":"2023-09-28T10:55:39","guid":{"rendered":"http:\/\/ptw.test\/?post_type=blog&#038;p=1647"},"modified":"2023-10-08T04:55:03","modified_gmt":"2023-10-08T04:55:03","slug":"carros-autonomos-futuro-proximo-ou-ficcao","status":"publish","type":"blog","link":"https:\/\/fixngo.pt\/en\/blog\/carros-autonomos-futuro-proximo-ou-ficcao\/","title":{"rendered":"Carros aut\u00f3nomos: futuro pr\u00f3ximo ou fic\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 h\u00e1 bem pouco tempo, a ideia de termos carros aut\u00f3nomos na estrada, sem qualquer humano ao volante, seria tida como uma impossibilidade, um pormenor fant\u00e1stico de um filme de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfic<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas hoje sabemos que \u00e9 poss\u00edvel e que j\u00e1 h\u00e1 testes bastante conclusivos sobre o assunto, apesar de ainda existirem alguns sen\u00e3os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste artigo, vamos tentar perceber qu\u00e3o pr\u00f3ximos estamos de nos cruzar com algu\u00e9m a ler um livro num sem\u00e1foro.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1649 size-full\" src=\"https:\/\/fixngo.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/carros-autonomos-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"667\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><b>O in\u00edcio<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esta ideia de termos carros que se conduzem a si pr\u00f3prios, os chamados carros aut\u00f3nomos, come\u00e7ou ainda no s\u00e9culo passado, naquele que foi tamb\u00e9m o s\u00e9culo em que os autom\u00f3veis apareceram em massa e popularam as ruas do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O conceito surgiu precisamente na literatura de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, e em alguns trabalhos de engenharia pioneiros. Em termos muito gerais, podemos identificar alguns momentos em que estas ideias come\u00e7aram a tomar forma e a sair do papel:<\/span><\/p>\n<h3><b>Os prim\u00f3rdios<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No s\u00e9culo XX, escritores como Arthur C. Clarke ou Isaac Asimov j\u00e1 inclu\u00edam carros aut\u00f3nomos nos seus livros de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, e alguns engenheiros j\u00e1 pensavam o tema de forma s\u00e9ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nas d\u00e9cadas de 1920 e 30, come\u00e7aram a surgir experi\u00eancias com controlos automatizados, incluindo carros controlados por r\u00e1dio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1921, foi criado o primeiro prot\u00f3tipo de carro aut\u00f3nomo registado na Hist\u00f3ria, no Ohio, Estados Unidos da Am\u00e9rica. Era uma esp\u00e9cie de carrinho de m\u00e3o, movido a r\u00e1dio e comandado por outro ve\u00edculo que vinha logo atr\u00e1s. E, mais importante que tudo, n\u00e3o era capaz de transportar passageiros, ao contr\u00e1rio do que vinha sendo imaginado nas obras de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1925, nova investida: o engenheiro militar americano Francis P. Houdini cria o \u201cAmerican Wonder\u201d, \u201cMaravilha Americana\u201d em portugu\u00eas, com a tecnologia, tamb\u00e9m, de ondas de r\u00e1dio. A demonstra\u00e7\u00e3o do carro, todavia, corre mal: embateu noutro, que transportava os fot\u00f3grafos a cobrir o evento.<\/span><\/p>\n<h3><b>A d\u00e9cada de 50<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Abandonada a tecnologia de r\u00e1dio, come\u00e7aram a fazer-se experi\u00eancias com sensores de movimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1950, surge um novo prot\u00f3tipo: agora, com os tais sensores de movimento, capazes de detetar a velocidade e a localiza\u00e7\u00e3o dos carros na estrada. Todavia, estes prot\u00f3tipos, desenvolvidos pela General Motors, s\u00f3 funcionavam em estradas especiais, preparadas e equipadas para este tipo de ve\u00edculo que se conduzia sozinho, e a ideia n\u00e3o pegou \u2013 talvez por necessitar de t\u00e3o grande investimento em infraestruturas espec\u00edficas.<\/span><\/p>\n<h3><b>O DARPA Grand Challenge<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Seria preciso esperar at\u00e9 aos anos 2000 e \u00e0 inven\u00e7\u00e3o do GPS e da Internet moderna para termos novos desenvolvimentos na corrida pela inven\u00e7\u00e3o do carro aut\u00f3nomo perfeito, ou pelo menos do carro aut\u00f3nomo poss\u00edvel e funcional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2004, o The U.S. Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA) organizou o DARPA Grand Challenge, um desafio que premiava ve\u00edculos aut\u00f3nomos que conseguissem completar um percurso de 240 km, mas nenhum chegou sequer perto da meta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No ano seguinte, 2005, nova edi\u00e7\u00e3o do desafio. Agora, com um vencedor: Stanley, um autom\u00f3vel desenvolvido na Universidade de Stanford, baseado no Volkswagen Touareg, que conseguiu completar o trajeto em 6 horas e 53 minutos sem quaisquer incidentes e, claro, condutores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A diferen\u00e7a do ano de 2004 para o de 2005 foi a introdu\u00e7\u00e3o de um sistema de intelig\u00eancia artificial, programado para aprender a conduzir o carro.<\/span><\/p>\n<h3><b>O presente<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2009, a Google come\u00e7ou a desenvolver o seu pr\u00f3prio projeto de carro aut\u00f3nomo, o Waymo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Tesla apresentou o seu prot\u00f3tipo de software de auto-condu\u00e7\u00e3o, Autopilot, em 2014.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E a General Motos adquiriu, em 2016, a empresa Cruise Automations, que trabalhava \u2013 e trabalha agora como subsidi\u00e1ria da GM \u2013 no desenvolvimento de carros aut\u00f3nomos, estando desde a\u00ed em fase de testes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, parece sempre haver d\u00favidas no que toca \u00e0 seguran\u00e7a destes ve\u00edculos, que volta e meia t\u00eam um acidente que p\u00f5e em causa a meta de 100% fiabilidade que estes ve\u00edculos devem ter para serem considerados uma alternativa vi\u00e1vel \u00e0 condu\u00e7\u00e3o humana.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1650 size-full\" src=\"https:\/\/fixngo.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/carros-autonomos-2.jpeg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"667\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Ent\u00e3o, quanto tempo mais vai demorar?<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por agora, ainda ningu\u00e9m sabe ao certo quando ser\u00e1, nem mesmo os players da ind\u00fastria ou os legisladores pelo mundo fora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 v\u00e1rios fatores que podem acelerar ou desacelerar o processo:<\/span><\/p>\n<p><b>Avan\u00e7os Tecnol\u00f3gicos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: esta \u00e1rea tem-se desenvolvido relativamente r\u00e1pido, com v\u00e1rias empresas em fase de teste com carros aut\u00f3nomos em ambientes controlados. No entanto, desenvolver sistemas seguros e fi\u00e1veis para todas as condi\u00e7\u00f5es de condu\u00e7\u00e3o, da mesma maneira que faz o c\u00e9rebro humano, \u00e9 muito complexo. Avan\u00e7os ou per\u00edodos de estagna\u00e7\u00e3o em tecnologias como sensores, Intelig\u00eancia Artificial ou infraestruturas de conectividade v\u00e3o ter um papel fundamental no tempo que demorar\u00e1 a atingir o modelo perfeito, ou pelo menos bom o suficiente para ser considerado apto a circular nas estradas sem representar um potencial perigo.<\/span><\/p>\n<p><b>Regulamenta\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: n\u00e3o pode haver circula\u00e7\u00e3o de carros aut\u00f3nomos sem que isso esteja regulamentado. Assim, \u00e9 necess\u00e1rio provar que cumprem com requisitos de tr\u00e2nsito e de seguran\u00e7a e talvez at\u00e9 seja necess\u00e1rio criar novos par\u00e2metros para avaliar estes ve\u00edculos. Pode demorar anos at\u00e9 que as amostras se tornem suficientemente representativas para e se possa legislar para o futuro de forma informada. Pode at\u00e9 dar-se o caso, e provavelmente \u00e9 o que acontecer\u00e1, de estes carros ficarem aprovados para circular primeiro num pa\u00eds ou continente como os Estados Unidos da Am\u00e9rica \u2013 de onde s\u00e3o a maioria das empresas a trabalhar nestes projetos \u2013 e s\u00f3 depois noutros lugares, como na Europa. Isto permite que haja um projeto-piloto, com os restantes Estados e autoridades reguladoras a ficarem na condi\u00e7\u00e3o de observadores, para tirarem as suas conclus\u00f5es, antes de se precipitarem a aprovar legisla\u00e7\u00e3o com pouca informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p><b>A aceita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: as pessoas t\u00eam de estar, na sua grande maioria, plenamente confiantes nestes ve\u00edculos aut\u00f3nomos quando forem aprovados. Ali\u00e1s, uma raz\u00e3o pela qual ainda n\u00e3o est\u00e3o a circular nas estradas \u00e9 porque ningu\u00e9m consegue, perante a informa\u00e7\u00e3o atual, garantir que n\u00e3o haver\u00e1 qualquer incidente com a interven\u00e7\u00e3o destes carros. As empresas que os desenvolvem ter\u00e3o de investir recursos em campanhas de comunica\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para que estes se tornem progressivamente consensuais.<\/span><\/p>\n<p><b>Desenvolvimento de infraestruturas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: tal como o modelo dos anos 50 falhou por ser necess\u00e1rio equipar estradas especialmente para ele, este \u00e9 outro dos desafios dos carros aut\u00f3nomos. Ser\u00e3o provavelmente necess\u00e1rios novos sinais de tr\u00e2nsito, inscri\u00e7\u00f5es no asfalto e sistemas de comunica\u00e7\u00e3o para acolher estes novos ve\u00edculos. Isto representa um investimento avultado de tempo e recursos.<\/span><\/p>\n<p><b>Fatores econ\u00f3micos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: \u00e9 preciso saber a que pre\u00e7o v\u00e3o conseguir os fabricantes vender estes inovadores ve\u00edculos. Eles s\u00f3 ser\u00e3o verdadeiramente comuns se muitas pessoas tiverem poder de compra para os adquirir. Al\u00e9m disso, ter\u00e3o de ser tamb\u00e9m facilmente reproduz\u00edveis. Isto \u00e9, tem de haver v\u00e1rios exemplares a ser fabricados diariamente para que estejam dispon\u00edveis no mercado, acess\u00edveis ao consumidor final.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1651 size-full\" src=\"https:\/\/fixngo.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/shutterstock_682503085.jpeg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"667\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, e concluindo, \u00e9 dif\u00edcil precisar uma data em que estes autom\u00f3veis conduzidos sem interven\u00e7\u00e3o humana estejam a circular plenamente pelas estradas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 agora, todas as previs\u00f5es t\u00eam sido confrontadas com desafios que v\u00e3o aparecendo depois, sendo que havia quem previsse j\u00e1 haver, em 2023, ve\u00edculos aut\u00f3nomos nas estradas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Felizmente ou infelizmente, vamos ter ainda de esperar para ver.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 l\u00e1, boas condu\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E j\u00e1 sabe, se precisar dos servi\u00e7os de uma oficina de confian\u00e7a, <a href=\"\/en\/contactos\/\">marque na Fix&amp;Go mais perto de si<\/a>.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"featured_media":1648,"template":"","class_list":["post-1647","blog","type-blog","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v23.5 (Yoast SEO v28.8) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Carros aut\u00f3nomos: futuro pr\u00f3ximo ou fic\u00e7\u00e3o? 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